domingo, 11 de novembro de 2018

Tutóia: Bairro São José sofre com ausência de serviços públicos, especulação imobiliária e povoamento desordenado

 
Moradora é transportada em cadeira por vizinhos, o transporte não consegue chegar a té sua casa

A ocupação avança para as dunas


O Bairro São José (bairro praieiro de Tutóia) começou a crescer a partir da década de 1990 e foi povoado inicialmente por pescadores que migraram de outros estados e de povoados de Tutóia, lá pelos idos dos anos 1940. 

Atualmente é um dos bairros que mais cresce na cidade. Crescimento desordenado. Sem planejamento. 

A especulação imobiliária se processa a todo vapor. Moradores começam a se desfazer do pedaço de chão, que passaram a ocupar gratuitamente, por valores irrisórios. Mas, num futuro breve tenho certeza que veremos por ali hotéis, pousadas, emfim, empreendimentos turísticos de alto valor. 

Na tarde de hoje (11/11/18) subi as dunas ali perto do bairro, fiz algumas imagens, conversei com moradores. Um muito sábio, o Antonio. Outro, um pescador que tirava marisco da casca com a família. Outro, também pescador, que mudou para lá recentemente. E, por último, uma professora, que lamenta o que ela chama de "descaso com nosso bairro".

Pois bem, andando e ouvindo anotei algumas reclamações que doem no coração:

Inexiste ali naquelas ruas que andei  (foram duas) a pavimentação e sua falta impede, segundo o Antonio, que um veículo entre e possa levar uma pessoa para o Hospital como aconteceu recentemente com uma senhora (vítima de AVC-Acidente Vascular Cerebral) que teve de ser transportada em uma cadeira plástica, carregada por vizinhos, até o trecho que está pavimentado e poder seguir em um carro. 

A falta de pavimentação impede também a coleta pública de lixo doméstico; está impedindo o carro (uma toyota com tração) de levar água de beber que os moradores tem de comprar. A água vem dos poços do bairro Comum. Diga-se de passagem, Tutóia não tem, até os dias de hoje, abastecimento público de água. 

Uma quintanda (comércio pequeno) que existia, fechou, segundo o ex-dono, o carro que fazia entrega de refrigerante e compras do supermercado não fazem mais, alegam o acesso precarizado. Até mesmo as lojas de material de construção não querem fazer entregas.

O Antonio relatou que já fizera 8 (oito) requerimentos cobrando a iluminação pública, mas a rua continua escura (veja as imagens). Ele diz que a taxa vem sendo cobrada mensalmente na conta de luz. 

A área em parte está descoberta do serviço de Agente de Saúde, segundo ele. E o local alaga no período chuvoso e ele relata sua preocupação com a infestação de mosquitos (muriçocas) e o medo de surgirem doenças como a dengue. 

A pavimentação é uma das prioridades segundo o que me disseram. 


Três postes às escuras (a mesma foto acima e abaixo) 


Outra rua também com poste sem luz

 Muita areia e lamentação dos moradores

 As casas estão beirando as dunas

 A barraca demarca o futuro terreno

 Ocupação sem planejamento que avança a cada dia para as dunas e ou as dunas avançam para as casas


 Os tornos demarcam o futuro terreno 


 Ruas ficam totalmente alagadas no período chuvoso o que justifica a necessidade de um plano prévio antes da pavimentação










Bairro São José: Vão derrubar minha igrejinha querida em Tutóia




A igrejinha acima fica no Bairro São José, em Tutóia. Foi construída em homenagem a São Francisco de Assis, padroeiro do Bairro São José, que antes se chamava Praia da Goela e, a partir da chegada do senhor Manoel Félix da Silva, ao local, em dezembro de 1940, constituindo família e povoação, passou a se chamar Barra dos Félix. É pequena, mas aconchegante. Dentro, é sempre limpa, aos cuidados de seu Antônio e de sua esposa Lourdes Félix, guardiães do templo. Em três anos de Tutóia só a vi aberta duas vezes. Uma no ano passado. E outra mais recentemente. 

Dona Lourdes Félix, que comandava as orações por lá. Ela é o padre do pedaço. Faz tudo e melhor que um padre faz. O padre mesmo, lá do Vaticano, que nem me interessa saber o nome do danado, anda sempre em desobriga por outras paragens, mais alhures do que aqui. Vim a Teresina, quando retornei ao meu auto exílio (Emerson Araújo está em Tutum, Ma, Menezes y Morais, em Brasília, DF, Rosa Kapila, no Rio de Janeiro, RJ, Geraldo Borges, na Piauínauta etc e tal), me deparei com uma construção por detrás dela. Vão derrubar a minha igrejinha querida, que fica Xis com a casa que habito no Bairro São José, com que estou me pegando dia e noite para que me ajude a evitar essa maluquice desse padre danado sem eira nem beira que, a troco de nada (será?), vai derrubar a minha igrejinha querida. A justificativa é de que ela é velha e pequena. 

É por isso que o meu bilau está derrubado. E eu nem atinava para o mundo: Gabriela, que já foi Sônia Braga e hoje é Juliana Paes, rogai por mim, Santa Viagra! Teremos uma igreja nova e maior. Para que? Ao lado, tem outra igrejinha, em homenagem a São José, que também não recebe, faz piracemadas, nenhum filho pródigo. A Igreja de São José tem o mesmo formato, a mesma pequenez, o mesmo aconchego. Muda só a cor. A Igreja de São Francisco de Assis é pintada de amarelo e a Igreja de São José é pintada de azul. Tem mais um mimo nela. Uma pracinha típica de interior. Bem conservada, por sinal. Logo logo, minha igrejinha querida de São Francisco de Assis será apenas esta foto no meu blog, mas de já, meu caro  CDA, como dói! Tá certo que vai ter a nova Igreja de São Francisco de Assis. Mas, não me alegro com isso não. Queria mesmo era a preservação da atual igrejinha minha querida. E eu nem sou católico, sou espírita. Mas, a Casa de Deus, é sempre Casa de respeito. De amor. De Paz. De compreensão. Mas, estou incompreendido. Desatinado com a breve destruição de minha igrejinha querida de São Francisco de Assis. Contudo, como diz meu filósofo de pratão Mão Santa: "A ingnorânça é audacioza". Como sou ingnorante, vou ao Papa pedir a excomunhão desse padre danado sem eira nem beira que, por sinal, soube pelas beatas de pratão, nunca leu Manuel Bandeira. Ora se vou... E fui... a pé, descalço, como deve ser (João Cláudio Moreno, que um dia na vida sonhou ser padre, mas, com certeza, será padre diferente desses danados dai de cima).

fonte: http://krudu.blogspot.com/2012/08/vao-derrubar-minha-igrejinha-querida-em.html

Colônia de Pescadores de Tutóia: do livro Luís Stauta - o Homem e o Mar de Tutóia



Papai, Manoel Félix da Silva, além de pescador, passou a ser fazendeiro de bode, que antes só tinha de criador o senhor Egídio Conceição, e por pouco não se aposenta como lavrador. Explico: a Colônia de Pescadores, com a titulação de Z-12, foi criada em 14 de junho de 1929. Papai participou de sua criação, junto com mais três amigos. Papai sendo o da frente. O primeiro da aposentadoria. Mas, quando foi para ele se aposentar, como só estava tendo esse direito quem era lavrador, homem do campo, Manoel de Jesus da Silva, o Manoel Braulino, sobrinho de papai, que mexia com política, que até concorreu à Prefeitura de Tutóia, nas eleições de 1969 e 1972, se lembrou que papai tinha 29 pés de cocos botadores como esses que eu tenho em meu terreiro, e, que por isso, poderia se aposentar como lavrador. Mas, o capitão Orlando Santana, da Capitania dos Portos, que era muito amigo de papai, informou que dentro de breves dias seria a vez do pescador se aposentar igualzinho como os mesmos direitos do lavrador. O capitão Orlando Santana foi à Colônia dos Pescadores e preparou o terreno para a aposentadoria de papai.

Naquele tempo, tinha essa Colônia Z-12 aqui e ia se ter outra em Barreirinhas. Então, entra Paulino Neves como cidade e surge a Colônia de Pescadores de lá. Hoje tem mais essas Colô-nias de Pescadores, de Paulino Neves e de Água Doce. Antes ia se ter apenas em Araiozes. Por conta da entrada dessas Colônias de Pescadores, a nossa pulou de Z-12 para Z-17. Em 1962, a Colônia de Pescadores parou de funcionar. Com a chegada do padre Hélio Maranhão, em 13 de maio de 1964, em Tutóia, ele chamou o Nelson, meu irmão, para reorganizá-la e ser seu presidente. Nelson botou a Colônia de Pescadores novamente em pé, como está até hoje. Em 1969, o padre Hélio Maranhão fez a doação de um terreno para ser a sede própria da entidade, que funciona na Rua Dr. Paulo Ramos. A Colônia é ligada à Federação - Fecopema e à Confederação. Os sócios pagam uma taxa mensal.

(Trecho do livro Luís Stauta - o Homem e o Mar de Tutóia, a sair em breve, de autoria do jornalista e escritor Kenard Kruel)
fonte: http://krudu.blogspot.com/2015/10/colonia-de-pescadores-de-tutoia.html

Prefeito de Davinópolis Ivanildo Paiva é encontrado morto


A casa da fazenda de sua propriedade foi encontrada revirada e com marcas de sangue
Corpo do prefeito Ivanildo Paiva no local onde foi encontrado

O corpo do prefeito de Davinópolis-MA Ivanildo Paiva foi encontrado na manhã deste domingo (11) em área de matagal a dois quilômetros de distância da sede da fazenda onde Ivanildo estava descansando no fim de semana na região do Assentamento Juçara.

Segundo informações o prefeito teria sido sequestrado e morto em seguida. O carro dele uma caminhonete foi levada pelos criminosos e deixada em Imperatriz. Um segurança que estaria com o prefeito não foi localizado ainda.

Entenda o caso:
O vaqueiro da fazenda esteve na sede da propriedade nas primeiras horas da manhã deste domingo (11) para falar com Ivanildo, mas, ele não se encontrava no local e a casa estava aberta, toda revirada e com manchas de sangue no piso. O funcionário informou à família e a partir daí começaram as buscas e a polícia foi acionada.

Essa não é a primeira vez que acontece tragédia na família de Ivanildo. Em 2012 quando disputava a eleição para prefeito em Davinópolis um filho dele Ivanildo Júnior foi sequestrado e morto.

Ivanildo Paiva estava no exercício do segundo mandato de prefeito em Davinópolis,  município localizado  a 11 km de Imperatriz,  de onde foi desmembrado em 1997.

As informações são do correspondente da Central de Notícias na Região Tocantina, Nardelle Oliveira.

sábado, 10 de novembro de 2018

Forrozeira Solange Almeida vai usar vestido do estilista tutoiense Ivanildo Nunes no Grammy Latino

Médico e enfermeira de Cedral são denunciados por homicídio culposo

Os dois são acusados pela morte de Lídia Sousa Moreira Velozo, em 11 de agosto, após parto realizado no Hospital Nossa Senhora da Assunção.


Central de Noticias 

No município de Cedral, a enfermeira Ana Carolina Monteiro de França e o médico Marcos Alves Lemos foram denunciados pelo Ministério Público do Maranhão, no dia 23 de outubro de 2018. Os dois são acusados pela morte de Lídia Sousa Moreira Velozo, em 11 de agosto, após parto realizado no Hospital Nossa Senhora da Assunção.

A mulher deu entrada na unidade de saúde por volta das 7h45, tendo sido acompanhada pela enfermeira Ana Carolina de França. Após o parto, às 12h20, a mãe apresentava forte sangramento, considerado normal pela profissional. Como a paciente não expeliu naturalmente a placenta, a enfermeira realizou uma manobra para retirá-la, denominada Jacob Dublin.

Às 15h15 há um registro feito na Evolução de Enfermagem de que a paciente encontrava-se “sem queixas e em estado clínico adequado”. Familiares de Lidia Velozo relataram, no entanto, que ela se queixava de fraqueza, dor e afirmava estar delirando.
Somente às 16h15, após nova avaliação que identificou um sangramento interno e a gravidade do caso, foi determinada a transferência da paciente para Cururupu. Durante a transferência, no entanto, Lídia Velozo faleceu, nas proximidades do município de Mirinzal.

As investigações do Ministério Público apontaram que, apesar de ter sido informado sobre a paciente em trabalho de parto e ter ido à sala por diversas vezes, o médico Marcos Lemos em momento nenhum interveio. Coube a ele somente a prescrição de medicamentos e a determinação da transferência para outro hospital.

“O conjunto de ações e omissões dos denunciados tiveram como resultado a morte da paciente, de 24 anos, que deu entrada no Hospital Nossa Senhora da Assunção, em bom estado de saúde, para dar à luz o seu primeiro filho”, afirma, na Denúncia, o promotor de justiça Thiago de Oliveira Costa Pires.


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