sábado, 28 de março de 2015

29 de Março de 2015: Tutóia 77 anos

Talvez esta seja uma letra que traduz Tutóia no passado e na atualidade

AQUARELA DE TUTÓIA
Minha terra pequenina, nem parece uma cidade
Mais parece uma menina, sem requinte e sem vaidade
Assim mesmo tão modesta, é tão lindo o por do sol
Nunca vi tanta seresta, canta o mar, canta a floresta
Canta o vento nos coqueiros, sabiá nos cajueiros
No canteiro o rouxinol
Minha terra pequenina, entre o verde manguezal
Sob a luz da lamparina e o azul celestial
Cidadezinha praieira, das cacimbas de beber
Dos quintais e capoeiras, das salinas e caieiras
Dos frondosos coqueirais, tantas coisas naturais
Impossível descrever
Minha terra pequenina, sai da margem da maré
Ganha a margem da salina, vai beirando o igarapé
Deixa a margem da favela, vai se embora pro sertão
Lá se vai uma donzela, confeitando de aquarela
Este mapa juvenil, deste gigante brasil
Nos confins do maranhão

Minha terra pequenina, taba dos teremembés
Bem juntinho da colina, e o mar lhe beijando os pés
Cidadezinha esquecida, distante da capital
Mairim dos indios, mimosa, foi depois vila viçosa
Hoje é bonita jóia, cidade NOVA TUTOIA
Princêsa do litoral.

Autor: NONATO FREITAS (Escritor, Músico, Poeta etc. falecido em julho/1989) - participação do Monsenhor HÉLIO MARANHÃO, por inclusão da última estrofe



Tela pintada por Nonato Freitas em 1968. Encontra-se sob a guarda da sua prima,  Maria das Dores Silva (D. Dadá), em Tutoia. Retrata a rua José Paulino, as duas casinhas no fundo são onde moram hoje as famílias  de Manoel Zuzu (in memoria), Chagas Zuzu (in memoria) e  a casa no primeiro plano pertenceu seu tio, Leocádio Pereira da Silva, o Sr. Zuzu (in memoria).
Foto/Fonte: Gabrielle Ramos

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