domingo, 30 de abril de 2017

A Greve Geral do dia 28 de abril


A greve geral do dia 28 de abril foi um momento decisivo da resistência e da luta da classe trabalhadora, dos movimentos populares, das mulheres, dos negros e negras, das juventudes, contra os brutais ataques que o tenebroso governo golpista de Temer vem desferindo contra o povo brasileiro, juntamente com os seus sócios do parlamento, do judiciário, da mídia golpista, do grande capital.

A greve geral é o resultado de um processo de construção e acumulação de forças iniciado pela CUT em 2016, em meio ao acirramento da luta de classes no país, e que contou com uma intensa jornada de lutas e mobilizações, assembleias, debates, atos, ocupações, paralisações e greves, que trouxeram a classe trabalhadora para as ruas à medida que os ataques aos direitos se intensificaram.

A pressão das bases sindicais sobre direções pelegas e golpistas fez com que se construísse unidade das Centrais na convocação da greve geral. Eis porque não é força de retórica dizer que nunca antes na história deste país a classe trabalhadora sofreu ataques tão explícitos e avassaladores para destruir direitos conquistados ao longo de um século de lutas.

O governo Temer, em dezembro congelou por 20 anos os gastos com educação, saúde, políticas sociais, salários de servidores e investimentos em infraestrutura, porém preservando o pagamento da discutível dívida pública a juros escorchantes.

Em março, aprovou a terceirização irrestrita, sem nenhuma garantia de direitos aos trabalhadores, numa manobra espúria que desengavetou projeto de lei de FHC, arquivado pelo presidente Lula.

Em abril, passando por cima do regimento interno da Câmara, a canalha parlamentar aprovou regime de urgência para a Reforma Trabalhista, o que se for levado a cabo na prática acaba com a CLT e com a possibilidade do trabalhador recorrer à Justiça do Trabalho.

A cereja do bolo ficou para o capital financeiro, para os banqueiros que a partir da destruição da previdência pública abrirão um mercado milionário para os bancos explorarem e lucrarem ainda mais à custa da penúria da classe trabalhadora. Mas foi justamente a partir do caráter explicitamente destruidor e escravista da Reforma da Previdência – trabalhar até morrer -- que a luta ganhou intensidade e surgiu a possibilidade real de derrotar as nefastas reformas e o golpe nas ruas.


A greve geral de 28 de abril deve abrir uma etapa mais intensa e radicalizada da luta política e social no país, reivindicando Nenhum direito a Menos e também a redemocratização do país, pois nem o Temer, nem o Congresso, nem o Judiciário tem legitimidade para continuar governando o Brasil.

Adaptado do site da CUT

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