terça-feira, 27 de agosto de 2019

Arraial realizado pela Escola Epitácio Pessoa no povoado Bezerro foi contagiante, confira as imagens

Moradores de Barreirinhas protestam pedindo a retirado imediata do Lixão localizado dentro da cidade

Sábado, 7 de Setembro, 7° edição da tradicional corrida de jegue em Santo Antônio/Tutoia-MA

Absurdo: Tutóia faz acordo com Barreirinhas para descartar lixo aqui no lixão

Um áudio enviado por um funcionário da prefeitura de Barreirinhas-MA, diz que houve acordo entre as duas prefeituras (Tutóia e Barreirinhas) para descartar lixo aqui no lixão de Tutóia aos finais de semana.

Mas, de acordo com a fonte, já houve o pedido de suspensão desse descarte. 

É uma situação realmente calimotosa. O lixão não deveria está ali naquele local e ainda vem lixo de outro município?

A prefeitura emitiu nota através da Secretaria de Meio Ambiente informando que não havia acordo algum. 


Audio de Barreirinhas 


Nota da Prefeitura de Tutóia 




Caso para o Ministério Público: Populares comentam que carros de lixo de outros municípios estejam descartando resíduos em Tutóia





Recebi na manhã de hoje (27/08/2019) a informação de que um carro coletor de lixo, possivelmente de uma cidade vizinha, esteja descartando lixo durante a noite no lixão de Tutóia (aliás, lixão impróprio).

Não bastasse a quantidade de lixo depositada ali no lixão que cresce a cada dia e que compromete a vida de dezenas de famílias que fixaram residência nas proximidades vem essa notícia que muito nos desagrada. 

Lixão é proibido pela legislação brasileira e um aterro sanitário seria o indicado. Mas, até mesmo na esfera Federal há descompasso quanto a normatização e punição dos municípios que ainda descartam lixo em lixões. 

Em Tutóia há uma ação em curso na justiça: Ação 2260/2017 , promovida pelo advogado Carlos Alberto, em que a última movimentação é de 06 de agosto de 2018, ou seja, há um ano sem movimentação. Trata-se de uma ação de Ação de Improbidade Adminsitrativa com Obrigação de Fazer pedindo a retirada do Lixão daquele local por inadequação e enquanto não for possível retirar que se faça cobertura diária com argila sobre o lixo para evitar a proliferação de vetores de doenças. Pede ainda que fosse cercamento da área para evitar maiores danos. 






A saúde pélvica da ciclista e o selim

“TUDO QUE VOCÊ GOSTARIA DE SABER A RESPEITO DA SAÚDE PÉLVICA DA CICLISTA”
Outro dia destes, estava reunida com um grupo de alunas conversando a respeito da importância do ajuste da bicicleta, o bike fit. Falávamos sobre quem tinha feito e quem não tinha, como é quando e onde fazer o bike fit, e a conversa tornou-se extremamente acalorada, fluida, divertida e longa quando começamos a falar do ponto mais dolorido das ciclistas, a vagina.
Passado o constrangimento inicial, porque falar sobre a saúde vaginal ainda é tabu, elas começaram a relatar inúmeros desconfortos e o papo parecia uma disputa entre todas, quem sentia mais desconforto, quem tinha mais problemas, quem já tratava ou não. Abertamente relatamos problemas em comum que até então nos pareciam ser totalmente de ordem pessoal.
O bate papo foi incrível. Houve muita troca de informações, esclarecimentos de dúvidas, compartilhamento de sentimentos, experiências e, principalmente, saber que o assunto deve ser tratado com muita atenção e profundidade.

Por que ainda é tabu falar sobre saúde vaginal?

Por séculos, as mulheres têm conduzido discretamente grandes avanços no campo da saúde e da medicina. E isso não foi fácil.
Elizabeth Blackwell tornou-se a primeira mulher a obter um diploma de medicina nos EUA depois de ter sido votada pelo corpo discente de todos os homens “como uma piada”.
Claro que ela não é a única guerreira e pioneira. Há uma lista enorme de mulheres que não foram reconhecidas em sua época. Você pode imaginar onde estaríamos sem a bravura dessas inúmeras mulheres?
Embora existam diversas iniciativas importantes a respeito da saúde vaginal, ainda há muito trabalho a ser feito. Acredite, até para escrever esta matéria encontrei resistência de alguns homens. Uns me disseram não ficarem confortáveis para falar a respeito do assunto e outros acharam que o emprego da palavra ‘vagina’ não era apropriado.

Vamos começar no começo de todos os começos

Apesar do fato de ser um órgão do corpo feminino, 50% das mulheres jovens não pode rotular adequadamente uma vagina em um exame médico. Isso está de acordo com um estudo de 2014 da revista The Eve Appeal, do Reino Unido, que também descobriu que 65% das mulheres se sente desconfortável ​​com a palavra ‘vagina’ ou ‘vulva’, e 45% nunca fala com ninguém sobre sua saúde vaginal – e muito menos com médicos.
Se com o próprio médico muitas mulheres não se sentem confortáveis em falar do assunto, imagine na hora de fazer o bike fit!
Você sabia que 1 em cada 4 homens (25%) sofre de disfunção erétil? E, por causa disso, existem inúmeras drogas e dispositivos para ajudá-los. Mas, você sabia que 40% das mulheres experimentam disfunção sexual? E quantos produtos estão disponíveis para mulheres? Na verdade, se você for ao Clinicaltrials.gov (site americano de estudos médicos), existem atualmente 398 estudos de disfunção erétil vs 133 estudos de disfunção sexual feminina – isso é quase 2x mais estudos para homens do que para mulheres.
Há uma necessidade urgente de mudar a conversa – ou, no mínimo, ter uma conversa. Uma vagina saudável é incrivelmente importante para a sua saúde física, mental, emocional e sexual. E você merece se sentir bem em todos os sentidos. Imagine a importância de tudo isto para as mulheres que amam pedalar!

Que tal mudar a maneira como pensamos, falamos e sentimos sobre nossas vaginas, começando agora?

Vagina é uma palavra legítima e um termo médico. Quanto mais dissermos, menos estranho soará. Usando a palavra vagina com confiança, você ajuda os outros a fazerem o mesmo.
Converse com uma amiga. A maioria de nós já se abriu para uma amiga próxima sobre questões tais como: frouxidão vaginal ou sensação de assoalho pélvico fraco. Isso é importante. Ninguém pode entender melhor isso do que outra ciclista, mãe ou mulher, e precisamos trabalhar juntas para derrubar o muro da vergonha que envolve o tema da saúde vaginal.
Converse com seu médico. Se algo com a sua vagina não parece normal, é muito provável que você não esteja sozinha. A maioria das inseguranças que as mulheres enfrentam é totalmente normal e vivenciada pela maioria de nós. E as soluções para ajudar a melhorar o bem-estar vaginal não precisam ser caras, dolorosas ou complicadas, como você pode imaginar. Não tenha medo de discutir sua saúde vaginal com seu médico, e, na hora do bike fit, seja clara e objetiva. Só assim conseguiremos atenção e soluções importantes para a nossa saúde.
Pode parecer estranho no começo, mas você merece que suas perguntas sejam respondidas. Como diz o velho ditado, conhecimento é poder. É hora de nos apresentarmos e nos apropriarmos disso.

A famosa dor na bunda

A partir de agora, saiba que quando alguém lhe disser: “Pedalar dói mesmo e com o tempo você se acostuma”, ou, “Você precisa criar calo na bunda!”, isso está totalmente fora de contexto, fora de moda e contrário aos estudos científicos e soluções do momento.
Pedalar pode causar vários problemas para a vagina, mas existem diversos tipos de tratamento e soluções para que você possa curtir o pedal sem sofrimento e sem desconforto.
As dores na região pélvica e outros sintomas são muito comuns entre as mulheres, seja você uma ciclista de final de semana ou uma ciclista assídua que pratica o esporte durante vários dias da semana.
“TANTO NO FIT QUANTO EM QUALQUER OUTRA SITUAÇÃO, A RECLAMAÇÃO DA MULHER É O SELIM.”

Síndrome de ciclista

Se você sente dores, dormência, alterações das funções sexuais, entre outros, saiba que você pode ter desenvolvido a síndrome de ciclista, clinicamente chamada neuralgia do pudendo.
O nervo pudendo é um nervo misto que tem funções sensitivas e motoras. Suas fibras são derivadas das raízes sacrais de S2, S3 e S4. Uma vez que essas fibras atravessam o forame sacral, elas se dividem em ramos autonômicos que formam o plexo pélvico (inervação parassimpática de órgãos pélvicos) e ramos somáticos que irão formar o nervo pudendo, que passa logo abaixo do músculo piriforme.
O nervo pudendo é responsável pela sensibilidade do períneo por meio do ramo perineal (escrotais e labiais), dos ramos retais inferiores e pelo ramo dorsal do pênis/clitóris. O nervo pudendo também tem função motora de controle dos músculos:  bulboesponjoso, ísquiocavernoso, esfíncter da uretra e esfíncter externo do ânus.
A neuralgia do pudendo é uma dor causada pela disfunção deste nervo, em geral devido ao seu aprisionamento funcional.  O nervo pode ser comprimido durante longos períodos de tempo na posição sentada na bicicleta causando pequenos traumas. O tipo de dor pode variar em queimação, facada, pressão ou ardor. O território de dor em geral inclui o períneo, o ânus e os grandes lábios. A dor pode afetar o ato de evacuar, manter relações sexuais, urgência miccional ou mesmo incontinência.
© Specialized

Nada de sofrer em silêncio

Segundo o pesquisador que tem mais experiência clínica com problemas de selim do que qualquer outra pessoa no planeta, Dr. Andy Pruitt, Ed.D., fundador do Centro de Medicina e Performance Esportiva da Universidade do Colorado e consultor médico para numerosas equipes e pilotos da World Tour, “as mulheres, na verdade, têm mais problemas que os homens, mas historicamente não falam muito sobre isso”. Agora temos uma geração de mulheres ciclistas que não têm medo de verbalizar seus problemas. Isso ajuda a todos, porque quanto mais entendermos os problemas que elas enfrentam, melhor podemos resolvê-los.
Problemas mais comuns entre as ciclistas
“NO CLINICALTRIALS.GOV, EXISTEM ATUALMENTE 398 ESTUDOS DE DISFUNÇÃO ERÉTIL VS 133 ESTUDOS DE DISFUNÇÃO SEXUAL FEMININA.”
Conversei com a Dra. Mirian Kracochansky, que é fisioterapeuta, mestre em urologia, PHD em urologia com especialização em urogineologia e ciclista muito experiente. A Dra. Mirian é a responsável da Pelvic Center, que é um centro de reabilitação funcional do assoalho pélvico e dos distúrbios miccionais. Ela elencou as principais disfunções vaginais que acometem as ciclistas e sugeriu alguns tratamentos. Estas disfunções também são elencadas nos estudos e pesquisas do Dr. Andy Pruitt.
© Specialized
VAGINITE: Infecções vaginais, como infecções fúngicas. As ciclistas correm mais risco, porque geralmente ficam muito tempo com a mesma bermuda, que, apesar de ser confeccionada – em sua grande maioria – com tecidos antimicrobianos e bacterianos, a roupa justa, combinada com o suor, cria um ambiente quente e úmido facilitando a multiplicação de leveduras.
Sintomas: Corrimento incomum, mudança de odor, coceira e/ou queimação, especialmente quando você faz xixi.
Cuidados: Após o pedal, tire a sua bermuda o quanto antes possível. Depois de tomar banho, use o secador de cabelo, em temperatura baixa, para secar a área vaginal. A aplicação de talco é também recomendada. O suor produz cristais de sal, e mesmo a sua bermuda sendo antibacteriana, o sal poderá causar fissuras e assaduras. A doutora comenta que ainda durante o pedal, tente fazer higiene com água ou lenços higiênicos.
“POR SÉCULOS, AS MULHERES TÊM CONDUZIDO DISCRETAMENTE GRANDES AVANÇOS NO CAMPO DA SAÚDE E DA MEDICINA.”
Você também pode tornar-se mais resistente à infecção comendo alimentos ricos em probióticos que mantêm bactérias protetoras em seu corpo, como iogurte e kefir.
Ela ressalta que a infecção vaginal pode ser tratada com cremes ou cápsulas sem receita médica, porém, se em uma única aplicação não funcionar, consulte seu médico imediatamente.
PERDA DA SENSIBILIDADE:  Segundo o Dr. Pruitt, até 62% das mulheres ciclistas competitivas relataram sentir dormência genital, formigamento ou dor (em estudo publicado no Journal of Sexual Medicine). “Isso é demais! A dormência não deve ser tolerada, e ponto final, pois pode causar danos a longo prazo. Dormência é um sinal de que você está comprimindo os nervos. Isso significa que algo está errado”, diz Pruitt.
Cuidados: Uma das causas pode ser o selim. Você pode estar usando o selim errado, ou o seu selim pode estar na posição errada. “O selim certo no lugar errado (posicionado de forma errada) é tão ruim quanto o selim errado no lugar certo (posicionado de forma correta)”, diz ele.
Faça o ajuste de sua bicicleta com um profissional especializado. Use o selim correto. A maior parte do seu peso tem que estar apoiada em suas tuberosidades isquiáticas (os ossos duros que você sente quando se senta) ou nos ramos púbicos (os ossos pélvicos mais para frente), dependendo da posição de pilotagem, e não nos tecidos moles.
Em um pedal longo, intercale o pedal entre pedaladas sentada e em pé, para aliviar a pressão e o atrito na área genital. “Mantenha a pelve dinâmica”, diz Dra. Miriam.
HIPERTROFIA LABIAL: A pressão no selim pode causar inchaço porque impede a drenagem linfática. Uma vez que você tenha inchaço significativo, isso pode criar um ciclo vicioso de menos drenagem e mais inchaço. “Ironicamente, para algumas mulheres, selins recortados – que são projetadas para evitar problemas de pressão – podem contribuir para o inchaço”, diz Pruitt. Se você tem uma vulva mais carnuda, os recortes no selim podem não funcionar para você, porque esses tecidos ficam no espaço recortado e a gravidade puxa fluido para eles enquanto você anda.
Sintomas: O inchaço é o sintoma mais comum, mas há também o desconforto quando há muita pressão, bem como a irritação.
Cuidado: Elimine a pressão indesejada. Escolha o selim correto e ajuste adequadamente a bicicleta.
Após o pedal, faça banho de assento com água fria. A vasoconstrição causada pela temperatura baixa da água ajuda na redução do inchaço da vulva. A doutora recomenda adicionar na água ervas, como a camomila, que tem efeito calmante.
© Specialized
INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO: Semelhante à vaginite, as infecções do trato urinário (ITUs) são infecções bacterianas que podem ocorrer em qualquer parte do corpo envolvida na produção e lavagem da urina – principalmente nos rins, na bexiga e na uretra.
Causa: Essas infecções são comuns em ciclistas do sexo feminino porque as bactérias da nossa bermuda podem viajar facilmente para a nossa bexiga.
Sintomas: Sentir vontade de fazer xixi com frequência, fazer xixi em pequenas quantidades, sentir uma sensação de queimação ao fazer e produzir urina que seja turva, vermelha (sangrenta) ou particularmente pungente.
Cuidados: Beber muita água e fazer xixi quando a natureza chama ajudam a evitar a infecção, mas nem sempre. As estratégias para evitar ITUs são semelhantes àquelas para evitar outras infecções vaginais. Tire a bermuda e limpe-se o mais rápido possível. Se você estiver propensa a infecções do trato urinário, alguns estudos sugerem que o suco de cranberry pode reduzir a ocorrência desse tipo em mulheres que têm infecções frequentes, pois contém uma substância química chamada proantocianidina do tipo A. Essa substância age como um revestimento antiaderente contra bactérias na bexiga, ressalta a doutora.
FOLICULITE: São escoriações e ulcerações abertas em qualquer região da vagina. Geralmente podem ser bastante dolorosas.
Causa: Pressão constante e atrito no mesmo local irão irritar e inflamar a sua pele a longo prazo, deixando-a aberta/propensa à infecção.
Sintomas: Ulcerações, seções irritadas da pele, ou poros cheios de bactérias como espinhas. Independentemente da sua forma, ficam sensíveis e causam bastante dor.
Cuidados: O selim correto e o ajuste adequado da bicicleta podem ajudar muito na prevenção dessas doenças, como também a higiene adequada e outras medidas preventivas, tais como:
Lubrifique: há no mercado, em lojas especializadas em venda de bicicletas e acessórios, cremes desenvolvidos para reduzir o atrito entre a pele e a bermuda. Esfregue um pouco na bermuda e na sua pele para máxima proteção. Há cremes específicos para mulheres, que são especialmente formulados para ajudar a manter o equilíbrio de pH saudável da vagina. Não use vaselina. A mesma tem como base o petróleo e não é adequado para uso ginecológico.
Depilação: Remova os pelos, mas cuidado para não fazer uma remoção intensa. “A depilação para o ciclismo não deve ser a mesma usada para ir na praia, porque pode abrir a porta para machucados, pelos encravados e folículos infectados”, diz o Dr. Pruitt. “Seus pelos púbicos formam uma camada protetora entre os tecidos sensíveis e o atrito com o selim”, diz ele. A depilação total elimina essa proteção e pode criar mais problemas. Isso não quer dizer que você tenha que ficar natural, mas opte por uma depilação que deixe o pelo rente e se possível aplique uma leve camada de pomada antibiótica após a depilação.
Barreira protetora: Algumas mulheres têm problemas com o atrito interno da coxa, pois os lados do selim esfregam na pele delicada. Muitas triatletas (que são muito propensas a fricção) montam direto na bicicleta com a roupa encharcada de água). É recomendado o uso de géis anti atrito que são projetados especificamente para evitar o atrito formando uma superfície protetora sedosa na pele.
Alterne sua bermuda: como os selins, a bermuda tem diversas formas e tamanhos e algumas podem vestir melhor do que outras. Opte por uma bermuda que encaixe perfeitamente ao seu corpo, que permaneça firme e não irrite a pele ou cause pontos de aquecimento quando estiver pedalando. Nunca use roupa íntima com a bermuda. A bermuda foi feita para ficar em contato direto com o corpo.
© BJOERN HAENSSLER / Focus Divulgação

Fisioterapia pélvica

A Dra. Kracochansky também explicou o que é a fisioterapia pélvica, para que serve e que tipo de disfunção vaginal ela trata.
A fisioterapia pélvica é uma especialidade da fisioterapia responsável por fortalecer o assoalho pélvico, que é o músculo responsável por sustentar os órgãos pélvicos, evitando problemas causados pela perda de força naquela região, como incontinência urinária.
A doutora ressalta que é importante ter muito cuidado com exercícios aleatórios e que prometem milagres. Somente um especialista pode avaliar as necessidades de cada pessoa e, a depender do problema, indicar a frequência, força e o tipo dos exercícios adequados para a sua necessidade.
Não faça os exercícios sozinha, mas procure o acompanhamento de um profissional especializado que vai lhe ensinar exercícios que podem ser feitos fora do consultório, mas também irá verificar a necessidade de realização de movimentos diferentes, a depender da evolução (ou não) do paciente.

Estética e rejuvenescimento íntimo

As técnicas de rejuvenescimento íntimo disponíveis atualmente são ótimas no auxílio do controle e reparação de diversos problemas apresentados pelas ciclistas.
Os tratamentos usados no rejuvenescimento íntimo estimulam a produção de colágeno, aumento da lubrificação vaginal, melhora de sintomas como perda urinária e ressecamento. Em outros casos, ciclistas desejam clarear a região genital, que escurece com o atrito da pele com a bermuda e selim. Ou ainda, corrigir flacidez dos grandes e pequenos lábios e aumento da sensibilidade nas relações sexuais, esclarece a doutora.
“Há muito tempo atrás não se pensava em cuidados com a genitália da mulher. A estética íntima é uma verdadeira revolução no tratamento da mulher”, ela celebra.

O que dizem os fitters e lojistas a respeito do assunto?

“Iniciei os trabalhos como “bike fitter” em 2010, logo após me formar como fisioterapeuta. E venho percebendo ano a ano o crescente número de mulheres praticando ciclismo e consequentemente procurando pelo serviço de bike fit. Algumas mulheres sentem-se um pouco desconfortáveis em falar sobre a região genital. Tento deixar a conversa sempre o mais natural possível, e creio que por ser fisioterapeuta isso me ajuda muito, pois consigo conversar com embasamento e deixar o assunto mais profissional e direto, fazendo com que a entrevista pré-fit flua de forma natural e eu possa entender exatamente o que causa dores e desconfortos. Muitas reclamam de desconforto devido ao apoio do selim. Mas as dores devido a um selim anatomicamente inadequado e/ou mal ajustado, além de dor na região genital e/oi ísquios, podem refletir na região lombar e até na região de trapézio e cervical. Após o fit, em alguns casos, há a necessidade de retorno para algum ajuste fino ou para teste de outro selim. Como tenho diversas opções de selins para teste, já tento trabalhar com essas opções logo durante a primeira sessão para encontrar um posicionamento que garanta conforto e evite dores e lesões. Conheço o selim Specialized Power desde 2014 quando tive a oportunidade de testar por uns dias um protótipo na sede da Retül no Colorado. Inclusive é o selim que utilizo em minhas bicicletas atualmente. A adição da tecnologia Mimic no modelo feminino, a gama de selins Power (um selim já muito pensado anatomicamente e ergonomicamente falando), veio trazer ainda mais conforto às mulheres. Eu já tinha clientes que se adaptaram bem ao Power, mas com o Mimic pontos cruciais de conforto foram adicionados e tenho um feedback muito bom das clientes que o estão utilizando”. – Fernando Rianho, fisioterapeuta especializado em Ergonomia e Biomecânica do Ciclismo e ciclista.
“A maior queixa das ciclistas, tanto ‘fittadas’ por mim, tanto quanto outras clientes que chegam à minha loja e já pedalam ou pensam em começar, é a dor na parte pélvica atrelada ao selim. Sem dúvida alguma, 90% das mulheres que vêm até a loja se queixam de seus selins e 97% das que entram na sessão do fit para fazer o ajuste reclamam do desconforto pélvico causado pelo selim”. – Marina Baleu Silveira, bike fitter da loja Multibike Specialized Concept Store, de Ribeirão Preto, SP.
“A maioria das mulheres que visita a nossa loja para comprar um novo selim e/ou fazer o ajuste da bike sentem dores na coluna e dormência na parte íntima. Muitas desconhecem a quantidade de itens, modelos e tamanhos, não somente de selins, mas como também de guidão, manoplas e muitos itens específicos para mulheres. Geralmente ficam gratamente surpresas com a quantidade de soluções que promovem o conforto da ciclista ao pedalar. Muitas querem comprar selins mais largos – nestes casos, explicamos que para cada corpo há um tamanho certo de selim, e na sequência fazemos a medição dos ísquios da cliente. A partir daí sugerimos os modelos mais adequados. Temos como prática oferecer uma semana de teste. Caso a cliente não se adapte ao selim que comprou, poderá trocar por outro modelo, desde que não retire a tag do produto”. – Flavia Fortino, ciclista e proprietária da loja Sport Star Bikes, de São Paulo, capital.
“Num mundo machista e no meio machista que é o meio da bicicleta isto é muito difícil. Elas não sabem se a loja onde estão entrando consegue respeitosamente entender que mulheres têm planos diferentes de homens, e infelizmente a gente nem sempre consegue ter mulheres atendendo mulheres nas lojas. Mas definitivamente o problema é o selim. Tanto no fit quanto em qualquer outra situação, a reclamação da mulher é o selim. Porque por muito tempo o mercado de bicicleta fazia selim para homens, e você simplesmente sentava nele e saía pedalando, algo que para um homem é relativamente mais fácil do que para mulheres, por alguns motivos. Na verdade, até os homens tem muita dificuldade de falar a respeito do selim quando ele machuca. Às vezes, as pessoas procuram pela capa de gel para selim, mas esta capa é muito ruim. O gel, quando você o pressiona com os ossos isquiais, (que é onde de fato você tem que apoiar a sua bunda), corre para as partes moles e faz justamente o contrário: ao invés de ficar mais confortável, ele provoca muito mais incômodo, porque o gel nas partes moles do corpo, machuca. Por trás do selim há ciência muito legal. As pessoas no geral pedem por selins bem grandes, fofos e com bastante gel. Mas o correto é ter um selim que dê suporte aos seus ísquios, para tanto é necessário saber o tamanho, ou seja, a medida da distância entre os dois e até alguma diferença entre eles, como algum desalinhamento causado por acidente ou rotação pélvica. O selim grande e fofo apresenta o mesmo problema das capinhas de gel. Ele raspa não só nas partes moles como também na parte interna da coxa. O ideal é sempre comprar um selim com um profissional que saiba medir a sua distância isquial. O Specialized Saddle Power com Mimic é um grande sucesso de vendas. As mulheres voltam à loja para agradecer a indicação do produto”. – Gustavo Astolphi, ciclista e proprietário da loja Pedal Urbano, de São Paulo, capital.

Quem está usando, aprovou!

© Arquivo Pessoal
“Quando eu pedalava por mais de uma hora começava a sentir fortes dores nos ísquios, era muito desconfortável. O Specialized Power Saddle com Mimic aumentou o meu tempo de permanência na bicicleta. Hoje pedalo por três horas seguidas e não sinto absolutamente nada. Sinto mais conforto, pois o encaixe dele é perfeito.” – Regiane Cabral Casella, 42 anos, empresária.
© Arquivo Pessoal
“Vejo o selim como uma das peças mais importantes da bicicleta, pois passamos a maior parte do tempo sentados, e é no selim que apoiamos grande parte do nosso peso. Isso o torna fundamental para conforto e bom desempenho. Sempre tive dificuldade para encontrar um modelo adequado. Após ter trocado várias vezes de selim, encontrei o SYNCROS Savona, que me surpreendeu e fiquei totalmente satisfeita. Não sinto mais nenhum tipo de desconforto, e, assim, posso recomendá-lo para qualquer amigo(a) ciclista certa de que o pedal será muito mais prazeroso.” –Luciana Nascimento, Indaiatuba-SP.
© Arquivo Pessoal
“Achei o Mimic mais fofinho na bunda, dá um conforto além do bretelle. Mas o que eu mais curti mesmo foi o “bico” dele. É menor e macio, e isso ajuda muito. Quando passo em uma lombada não dá aquela pancada que dói. Esse pra mim foi o grande diferencial.” – Andrea Luisa Watanabe de Mello, 34 anos, consultora financeira.
© Arquivo Pessoal
“Sinto dor só de me lembrar do desconforto que sentia antes. Eu usava um selim masculino, e com poucos quilômetros pedalados sentia muita dor e dormência nas partes genitais, o que dificultava demais o meu desenvolvimento no esporte. Além do que a dor permanecia por dois ou três dias após um treino mais longo. Com o Mimic não sinto mais pressão e nem dormência. Hoje pedalo longas distâncias com conforto, e claro que, com isso, o meu rendimento melhorou demais. Além de ser um selim lindo, bem feminino, o conforto que ele me oferece me faz ir mais além.” – Eliane Ferreira de Souza Alberti, 42 anos, empresária.
© Arquivo Pessoal
“Faço ciclismo de longa distância, e ano passado, fiz provas acima de mil quilômetros. Eu usava um selim destes genéricos que são bem fofinhos, e também não sabia nada sobre as diferenças de tamanho de selim para acomodar os ísquios. Lambuzava-me de pomada para assadura e fazia a prova, mas era muito sofrido, pois só depois eu soube que este selim era estreito demais para mim, fazendo com que eu apoiasse o corpo nas partes moles da vagina, o que causava muita assadura. Quando fui fazer a minha primeira super prova de 1.300km, usei um selim que era fofinho e que já estava usando nos treinos. Deu certo porque tinha a ver com o fato dele ser mais largo e apoiava bem os meus ísquios, mas ele tinha um problema: era muito evasivo na parte da frente, a ponta era grossa e comprida e a parte interna da coxa raspava no selim. Ele destruiu as bermudas e bretelles. Quando vi uma postagem a respeito do Power Saddle com Mimic, entendi que havia a possibilidade de medir os ísquios. Tirei a medida dos meus e comprei o Mimic. Achei o selim uma graça, adorei. Já fiz uma prova de 200km com ele, ainda estou estranhando um pouco, pois ele é um pouco mais duro que o selim que eu usava, mas em termos de ergonomia ele é perfeito; é mais estreito na frente, não pega nas laterais das coxas e é realmente macio. O meu assento está bem acomodado no selim. Ainda vou testá-lo bastante, já que nesse ano terei várias provas longas e pretendo usá-lo. Mas por hora estou gostando bastante.” – Ana Carolina Deckmann, 42 anos, bióloga.

Suporte para a posição correta

© Specialized Divulgação
Uma boa posição em um selim de formato correto garante que você fique sentada em seus ossos no assento, não em suas artérias, nervos e tecidos moles. O selim apropriado deve reduzir a pressão e fornecer suporte estrutural e anatômico para tecidos moles. No nariz, uma espuma macia elimina a pressão. Na parte traseira, uma espuma mais firme fornece suporte do osso sentado. E no recorte, uma espuma de memória macia fornece suporte anatômico para evitar o inchaço dos tecidos moles.

O que dizem os fabricantes:

Specialized power saddle feminino com tecnologia Mimic

© Divulgação
Em novembro do ano passado, a Specialized, fabricante americana de bicicletas, lançou um selim específico para mulheres, que acabou se tornando o queridinho e o mais desejado selim entre as ciclistas mais atentas aos lançamentos da empresa. Mas afinal, o que há de tão especial sobre esse selim?
Nos últimos dois anos, a empresa trabalhou duro no desenvolvimento de uma nova tecnologia de selim para ajudar a resolver um problema específico às mulheres – pressão no tecido mole ao pedalar.
A pressão nos lábios vaginais é um verdadeiro problema para as mulheres ciclistas, em todas as disciplinas. Não só afeta o seu desfrute do pedal – fala sério, ninguém quer sentir dormência e desconforto! – como pode fazer com que elas parem de pedalar. “Em alguns casos, isso faz com que as mulheres precisem de intervenções médicas, como cirurgias, só para poderem continuar a pedalar”, diz o Dr. Pruitt.
“Acreditamos em colocar a ciclista em primeiro lugar e encontrar soluções – este selim é a prova disto. Trabalhei em colaboração com a ciclista campeã mundial de gravel, Alison Tetrick, e outras 22 ciclistas que também participaram dos estudos e processo de desenvolvimento do produto. Criamos uma tecnologia revolucionária de selim: o Power Saddle com tecnologia Mimic”, comenta.
“Os selins atuais não levam em consideração as mudanças na densidade dos tecidos moles das mulheres – um único selim não serve para todas. Estas 23 mulheres ajudaram a identificar os problemas com tecidos moles e selins. O uso de mapas de pressão e moldagem ajudaram a ter uma base para criar o selim definitivo. Durante o processo, percebemos que o corte atual no selim não cria o nível de suporte necessário para os tecidos moles para proporcionar conforto total. A tecnologia Mimic foi projetada para imitar a resposta do corpo a diferentes tipos de pressão e criar equilíbrio no tecido. É uma tecnologia que usa materiais de diferentes densidades, para imitar o tecido mole e a pele. A Mimic proporciona um suporte anatômico do tecido mole, prevenindo pressão e inchaço ao mesmo tempo. O design (patenteado) do Power Saddle com tecnologia Mimic elimina pontos de calor e reduz o inchaço em áreas sensíveis, fazendo com que seja possível pedalar de forma mais confortável, por muito mais tempo”, finaliza Pruitt.
“O IDEAL É SEMPRE COMPRAR UM SELIM COM UM PROFISSIONAL QUE SAIBA MEDIR A SUA DISTÂNCIA ISQUIAL.”

Sense Bikes

© Divulgação
Usamos o modelo SELLE ROYAL LADIES. Um selim especialmente desenvolvido para a anatomia das mulheres, no modelo de bicicleta “INTENSA”.
  • Largura: 157mm (excelente medida para a bacia mais larga das mulheres)
  • Comprimento: 267mm
  • Grande densidade para melhorar o conforto

Syncros Savona

© Divulgação
Especificamente desenvolvido para a anatomia feminina, o SYNCROS Savona 1.0, nosso selim top de linha para Endurance, se adapta à maioria das ciclistas que preferem uma postura mais elevada sobre a bike, ou seja, aquelas que primordialmente se posicionam com os ísquios apoiados na parte mais larga do selim. A versão Savona V 1.0 é parte do nosso programa V-Concept, que oferece selins para atletas com mais flexibilidade na região da pélvis e da lombar, aquelas com tendência a assumir uma posição mais aerodinâmica sobre a bike. Seu formato é similar a um “V”, fazendo jus ao nome do modelo que foi desenvolvido em conjunto com a Gebiomized, empresa alemã reconhecida mundialmente na área de Bike Fit.
O fato dos selins SYNCROS Savona contarem com volume adicional de uma levíssima espuma de poliuretano, aliado aos trilhos em fibra de carbono, garante conforto para longas horas de pedal e baixo peso. Ambos possuem ainda um canal central desenhado para eliminar pressões indesejadas sobre as áreas mais sensíveis da mulher. Para completar, vale destacar sua cobertura à prova d’água com um padrão gráfico sutil e moderno. Os dois formatos dos selins SYNCROS Savona 1.0 também estão disponíveis na versão Cut Out com um recorte pronunciado na parte central, desenhado especialmente para ciclistas que sofrem com uma sensibilidade mais alta na região pélvica.

AJNA COMP BONTRAGER

© Divulgação
Um selim com postura agressiva 2 que se destaca tanto na bike de estrada quanto na mountain bike.
Projetado especialmente para proporcionar melhor ajuste e maior conforto para mulheres.
O corte Contour Relief Zone Plus (CRZ+ Zona de Alívio de Contorno) em todo o selim aprimora a proteção dos tecidos moles.
O recorte mais largo e formato do bico oferecem um conforto estável em uma posição agressiva.
O estofamento em gel macio proporciona extremo conforto.
Os produtos inForm BioDynamics otimizam seus movimentos naturais, para maior desempenho.

Fizik Luce / Selim Estrada

© Specialized Divulgação
Seguindo nosso extenso projeto de pesquisa, a Fizik realizou uma construção totalmente nova para selim para mulheres, que é extremamente confortável e de alto desempenho, a Luce. Tem uma forma de área de assento mais ampla, estreitando-se em direção ao nariz para melhor distribuição de peso e menos atrito nas coxas.
Para criar uma forma para passeios longos de alto desempenho verdadeiramente confortáveis, fizemos a casca forte e leve de três seções separadas: uma coluna de nylon reforçada com carbono co-injetada com dois painéis muito flexíveis e resistentes feitos de um elastômero termoplástico. Construímos o Luce Carbon na construção de trilhos Mobius de carbono estreito, acomodando um corte de alívio de pressão alongado especialmente projetado, oferecendo uma combinação de suporte flexível – chamado IschialFlex – sob os ossos e liberdade confortável para os tecidos moles da ciclista. Esta forma única fornece um perfil perfeito para mulheres e mantém a estabilidade estrutural ao longo do tempo.

Fizik Luna X5 / Selim MTB

© Divulgação
Projetado especificamente para adequar a forma e o movimento do corpo de uma mulher ao andar fora de estrada, com IschialFlex fornecendo suporte flexível em toda a superfície do selim para criar liberdade confortável para o tecido mole do ciclista – para que você possa andar mais, mais rápido e mais difícil, tudo com conforto.
O trilho de ligas S leve, forte e resistente à corrosão da sela da Luna X5, suporta um revestimento de nylon reforçado com carbono. Sua seção central é uma espinha de nylon co-injetada reforçada com carbono lateralmente forte e rígido, que é colada a painéis laterais de elastômero termoplástico, que permitem flexibilidade e movimento ao pedalar, e formam a forma do corpo da ciclista.
A forma ergonômica do recorte foi projetada especificamente para fornecer alívio adicional às áreas de tecidos moles, especialmente durante longos pedais. E para lidar em estilo com as demandas de andar fora de estrada, o Luna X5 reforçou a Microtex em seus painéis laterais, com o Microtex Classic na parte superior da estrutura.

Selle Royal

© Divulgação
Produzidos com Royal Gel que garante o mais alto nível de conforto, com fórmula exclusiva Selle Royal, que reduz as áreas de pressão devido a estrutura em gel. Alguns modelos contam com um canal de ventilação que reduz a pressão na área perineal enquanto melhora a respiração. Estas características combinam-se com um dos produtos mais avançados da gama Selle Royal para garantir conforto e alívio, mesmo após o uso prolongado.
© Specialized

Colaboradores

Arquivo do blog