terça-feira, 31 de outubro de 2017

São Luís sedia evento sobre 500 anos da Reforma Protestante


São Luís sedia nesta terça-feira (31), um culto em celebração aos 500 anos da Reforma Protestante. O evento que é aberto ao público será realizado a partir das 19h, pela 1ª Igreja Presbiteriana Independente de São Luís, localizada no Centro da capital.

A Reforma Protestante foi um movimento que começou no início do século XVI pelo teólogo Martinho Lutero, que através da publicação de suas 95 teses em 31 de outubro de 1517 na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, na Alemanha, protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana, propondo uma reforma no catolicismo romano. A partir dessa reforma, ocorreu a divisão da das religiões que assim originaram o protestantismo. Atualmente o Brasil possui cerca de 42 milhões de evangélicos.

De acordo com o pastor Waldir Mariano, mestre em Ciências Sociais as 95 teses continham questões teológicas que foram de encontram com a igreja da época e que acabaram influenciando a vida do homem ocidental em todas áreas que o homem moderno vivencia, como a cultura, arte, economia e política.

"O que nós temos no mundo ocidental é fruto desse movimento que aconteceu no mundo religioso. Nós temos uma nova configuração do que é trabalho, do que são as estruturas políticas, as estruturas sociais, familiares da reforma protestante do século XVI que nada mais é do que o despontar de uma série de eventos que desde aquele momento já questionavam o poder absoluto da época”, explica.

Ainda segundo o pastor, a quantidade de divergências e novas igrejas inseridas dentro do protestantismo é fruto de um dos princípios da Reforma Protestante que afirma que não há mais necessidade de um intermediário entre Deus e os homens para a interpretação da bíblia.

“Isso tem seus aspectos positivos, mas também trouxe coisas negativas. Talvez uma dessas seja o esfacelamento do mundo cristão e da Reforma Protestante que quando você olha, vê ao redor do mundo várias determinações e isso facilitou a expansão do cristianismo. Entretanto tem essa coisa da perseguição que vai contrário a um dos princípios da reforma que é uma religião de paz, uma religião de busca da fraternidade”, disse.

Com informações do G1/MA

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